Sagres, um Algarve diferente

Muito mudou em Sagres nos últimos anos. Os bares multiplicaram-se, surgiram restaurantes de charme e hotéis como o Memmo Baleeira, provavelmente a única opção de estadia à altura da luxuosa, mas clássica, Pousada de Sagres, situada sobre uma falésia de onde se avista a Fortaleza de Sagres, o Cabo de São Vicente e o porto de pescas.

Sagres é testemunha do carácter pioneiro dos portugueses na conquista do Atlântico. A maior das provas tem por nome Fortaleza de Sagres. Foi mandada levantar, no século XV, pelo Infante Dom Henrique, no Promontorium Sacrum, território de deuses desde a Antiguidade, onde se dizia que "o mundo acabava para dar lugar ao mar".

De indesmentível grandiosidade, este Monumento Nacional já foi alvo de profundas transformações. Uma das mais significativas deu-se nos anos 60 do século passado, quando lhe foi devolvida a configuração quinhentista original, a partir da iconografia legada por Sir Drake, o corsário que quase a destruiu no século XVI. Mais recentemente, foi a vez de o arquitecto João Carreira lhe ter acrescentado um módulo de Exposições Temporárias e Centro Multimédia, além de um conjunto de lojas e uma cafetaria. Outro ponto de visita incontornável é o Farol de São Vicente, mandado construir em 1846.

Devido à sua localização geográfica Sagres pertence ao único concelho a Sul (Vila do Bispo) que possui dois tipos de costa – meridional e ocidental. A primeira estende-se até ao Cabo de São Vicente e oferece baías com boas condições de abrigo, como as praias de Beliche, Tonel, Mareta, Baleeira, Martinhal, Barranco das Canas, Ingrina, Figueira, Furnas, Boca do Rio, Salema e Burgau. Já a costa ocidental, mais ventosa, deixa-nos à escolha as praias do Telheiro, Ponta Ruiva, Castelejo, Cordoama, Barriga, Mirouço e Murração. As mais familiares? Mareta e Salema. As mais liberais? A do Zavial e Beliche, onde o naturismo é tolerado. O que no entanto distingue esta zona são as ondas, procuradas por surfistas de todo o mundo. www.rotas.xl.pt